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10 de abr. de 2020

A epidemia que podemos curar


Estamos em distanciamento social ou isolamento, como preferir mas o fato é que é compulsório, era isso ou deixar a doença espalhar feito fogo rasteiro e ceifar vidas até cansar ou alguém aparecer com alguma cura.


Mas antes da pandemia e de sermos forçados a ficar em casa, reassinar ideias de trabalho e contato social e reentender o que é viver, já vivíamos isolados e distantes socialmente.


Sim.

Fazíamos isso quando optávamos por desver as pessoas que precisam de nosso apoio não apenas em momentos como esse mas em todos os momentos da vida.

Quando fazíamos de conta que os problemas de outros não eram os nossos, o que arde nos olhos alheios é brisa nos nossos.

Quando falávamos coisas bonitas nas redes sociais mas fechávamos as portas quando a ajuda tinha de ser real.

Eu espero que essa pandemia sirva ao menos para que, ao final dela, sejamos pessoas mais conscientes e presentes nas vidas uns dos outros e dispostas a apoiar, incentivar e valorizar quem enfrenta uma pandemia social há tempos.

Então, já que estamos todos imbuídos desse sentimento cívico trazido pelo afastamento da pandemia, um jeito meio torto e bruto de nos aproximar, que tal prestigiar o trabalho de gente capacitada, que batalha, que luta e que precisa da sua ajuda para seguir na batalha diária contra um vírus muito mais mortal que esse de agora, o vírus do preconceito para o qual ainda não temos cura infelizmente.

E não deixe esse sentimento passar com a pandemia, implante ele no seu coração e em sua mente, faça com que ele perdure e valorize o humano porque a vida passa rápido demais para deixarmos que ela seja maculada por preconceito, fobias e qualquer coisa que não seja o amor.




11 de mar. de 2020

Faca na caveira

Pode não parecer mas a democracia é um tecido frágil sujeito a desfazer-se ante qualquer vento mais forte ou mares um pouco mais agitados.

Geralmente, ela morre sem que nos demos conta ainda que os sinais de que morreria fossem claros e inequívocos, poucos de nós conseguem ter a clareza necessária para antever tal fim, a maioria segue pagando os boletos, vivendo a vida como se lutar pela democracia fosse dever dos outros afinal, deve haver gente cuidando disso não é mesmo? As instituições não estão ai para isso!

Errado.

As instituições são tão fortes quanto o povo que representam, se o povo que representam é inerte então pouco poderão fazer para sustentar o regime democrático, se o povo for consciente, terão mais força para combater quaisquer ameaças.

Quando temos um presidente da república que flerta abertamente com o autoritarismo testando diariamente os limites da democracia e das instituições, temos um quadro muito perigoso. Bolsonaro está aos poucos implantando seu projeto de governo, seu sonho absolutista e de seu clã; fala ou faz uma coisa e analisa como repercutiu, se colou, ótimo, bola pra frente, não colou? Bom, fala que a imprensa esquerdista deturpou tudo e que ele não consegue governar pois as instituições estão fazendo chantagem, a velha política que ele tão cruzadamente disse que iria combater.

Ao conclamar as pessoas para as manifestações de dia 15 próximo, mesmo dizendo que não se trata de incitar o povo contra as instituições, ele está jogando mais gasolina no fogo, incitando seu nicho de eleitores a irem contra as instituições que lutam por todos inclusive eles próprios, esta jogando seus peões no tabuleiro para forçar a mão do oponente e colocá-lo na parede e, pior cenário, ter justificativa para finalizar seu golpe e centralizar o poder nas mãos de seu clã e dos satélites de deus que estão cada vez desejosos de implantar a teocracia nacional.

Bolsonaro germinou em terreno mais que fértil, semeou sua esperança oca nos campos dos descrentes que olhavam para as instituições e viam apenas quadrilhas a pilhar o pais, beneficiar minorias e promover uma orgia nacional para acabar com o patriarcado e famílias de bem. Essas mesmas pessoas seguem devotas do messias e acreditando que ele precisa de liberdade para fazer o país voltar a ser grande, ame-o ou deixe-o, nunca saíram dos idos de 64 mas esquecem que sem a democracia e suas instituições impera a lei do cão e, nesse caso, a lei do poder e o poder desconhece amigos ou apoiadores, só reconhece inimigos.

Ante um crescimento econômico pífio, desemprego alto e desvalorização recorde da moeda, as promessas de Bolsonaro começa a virar vento e assim, ele precisa de um bode expiatório seja ele o coronavírus, o congresso, o STF, senado ou quem seja, desde que ele possa desviar a atenção e apontar outros como culpados por sua total incapacidade de governar democraticamente.

A democracia pode não ser perfeita, certamente não é mas, é por enquanto o melhor regime que temos até que consigamos pensar em algo mais justo, ela implica mito diálogo, negociação, trocas, concessões, enfim, política, uma arte cada vez mais depreciada e odiada pois é associada a roubo, falcatruas e corrupção quando deveria ser encarada com seriedade e dignidade. Fazer política é a arte de saber negociar, de dialogar, de persuadir, é um jogo complexo e muito dinâmico e, obviamente, pode ter suas falhas mas, prefiro seguir com ele do que a alternativa sombria.

Esta situação de pré-golpe que vivemos é culpa de todos, sem exceção. Na medida em que passamos a descrer da política e deixar as decisões nas mãos de outros estamos deixando o caminho aberto para oportunistas como Bolsonaro. Fazer política não é apenas saber como e em quem votar, deveria ser parte do cotidiano nosso entender, estar a par e participar das decisões políticas do país. Fazemos política todos os dias, não somente quando há eleição, fazemos política quando vamos na feira e barganhamos, fazemos política quando reclamamos de algo que nos incomoda, com nossas amizades e relacionamentos, no trabalho, pense bem, tudo que fazemos são atos políticos, a política não está restrita ao poder constituído, ela está em nós mas preferimos fazer de conta que não está e assim, elegemos sem saber direito como ou porque, não acompanhamos ou cobramos e depois não sabemos porque as coisas estão tão ruins.

Se tivermos mesmo um golpe branco como se desenha, todos seremos culpados, sem exceção, mesmo não tendo votado no messias seremos culpados porque somos um povo isolado em nós mesmos, não temos uma noção de social e coletivo e achamos que enquanto estiver bom para mim, não me importa. Pergunte a qualquer um em quem votou nas últimas eleições e porque votou naqueles candidatos, garanto que todos ou a grande maioria não vai lembrar ou se lembrar, dizer porque votou naqueles candidatos.

Brasileiro é um povo criança, acha que tudo é festa, carnaval e glitter, não é culpa nossa, somos um povo jovem demais ainda em termos históricos mas gostaria muito de ver que começamos a amadurecer ainda que a realidade mostre o oposto disso. Talvez seja preciso que passemos por uma nova ditadura, seja ela militar, de costumes, teocrática ou qualquer uma, pata entendermos nosso papel de sociedade e como agir enquanto povo eleitor e dono da nação.

Enquanto isso, vamos vigiar essa faca que está bem acima de nossas caveiras.

24 de fev. de 2020

Ouvir para entender e não temer

As vozes estão aí, basta querer ouvi-las.



Ainda mais nos tempos em que vivemos, onde o obscurantismo parece fazer morada e refastelar-se sem medo ou vergonha, cada vez mais precisamos de vozes que ecoem lições aprendidas para que não incorramos nos mesmos erros e, melhor, para que fiquemos atentos ante os sinais que nos são dados de que a sociedade caminha aberta e livremente para um regime onde a regra é não haver exceção, ou estamos dentro ou estaremos fora.

Ouvir Trevisan falar é sempre um alento, uma voz que ainda traz alguma calma em tempos tão caóticos, faz crer que nem tudo está perdido e que ainda temos algum tipo de saída. Ele segue falando, talvez para mais gente agora mas ainda menos do que deveria ou poderia ou mereceria falar mas, segue falando porque ele não quer, não pode e nem deve calar, o dia que sua voz sumir, estaremos por nossa conta soltos nessa aridez de ódio e preconceito que vem nos atingindo em ondas cada vez maiores e mais fortes e, rezo para que tenhamos capacidade de ter absorvido suas palavras para poder levar adiante a faísca de esperança que ele está nos passando.

Quando você estiver cansado, exausto, pensando que não há saída, vá ouvi-lo falar, leia alguma matéria, texto ou livro sobre ele ou de sua autoria, procure conhecer sua obra e vida, tire disso a força e ânimo para seguir adiante. Não, ele não é Deus, um santo ou algum tipo de cânone divino, longe disso, mas a bagagem que ele traz é útil para todos nós que padecemos da condição humana e não aceitamos ser dela removidos ou demovidos.

Ele é apenas um homem, uma pessoa, um ser humano, alguém que foi um pouco mais além e que viu aquele outro lado e está lá nos acenando para que façamos a travessia pelo caminho certo independente que seja mais ou menos doloroso, ele trilhou e ajudou a pavimentar, nós estamos andando sobre o asfalto que ele colocou e desviando dos buracos na medida do possível. Nessa estrada, estamos também colocando nosso asfalto, sobre o dele, junto, para fazer caminho para quem vier depois de nós e assim por diante.

A dinâmica da coisa é assim, olhar para a frente deixando o caminho atrás aberto para que outros possam seguir nossos passos e trilhar seu caminho com a ajuda do que fizemos, fechados uns nos outros jamais chegaremos a lugar algum, ficaremos presos em desvios e contornos opacos sem saber se chegamos onde queríamos chegar ou onde poderíamos chegar, estaremos rodando no mesmo lugar, atrás do próprio rabo sem nos darmos conta de que o tempo passa mais rápido que o caminho e, quando o tempo acaba, a gente acaba mas o caminho segue.

Então ouça, sem medo, quando essas vozes falarem. Peça que elas falem, não as cale, peça que sigam falando, que sigam dando alento e luz para que sigamos nossos caminhos, já há gente demais plantando ódio e rancor, preconceito e horror, essas sim são vozes que devemos calar, não ouvir, esquecer e isolar.

Vamos ouvir que ouvindo vamos entender e entendendo, vamos parar de ter medo.

21 de fev. de 2020

Tela de cinema

Sou de outra época, distante nem tanto mas já quase memória para poucos que dela comungam comigo.

Quando comecei a ir ao cinema, puxado pela minha mãe e minha tia que plantaram em mim o amor por ele, não haviam essas redes gigantes e seus combos enormes nem salas gourmet ou com ingresso a preço de ouro, era cinema de rua mesmo, tinha de ir para a 'cidade' leia-se centro que, à época, era sinônimo de sujeira e decadência o que não parecia nos afastar dele muito pelo contrário.

Lembro de ouvir histórias, sobre o Cine Metro ali na São João (hoje uma dessas igrejas evangélicas onde você pode vender sua alma sem culpa) que, em seus áureos tempos, só permitia entrada se você estivesse devidamente paramentado de terno e gravata. Quando fui, a sala já não fazia tanto luxo mas ainda tentava agarrar-se nalgum tipo de empáfia de outro século agonizando conforma os anos traziam outros valores que iam sepultando os antigos.

O Cine Marabá, hoje um Playarte mambembe e bem mequetrefe, era imenso, possui platéia superior e seu estilo art-decô ainda ecoa em minha memória. O Ipiranga era menos pomposo, segue fechado, não se sabe se vira centro cultural ou reabre como uma dessas redes que se alimentam do cinema blockbuster.

Mais abaixo na São João tínhamos o Regina, bem de esquina e depois do cruzamento com a Duque, um de frente ao outro, o Cinespacial que era redondo na disposição dos assentos e possuía três telas localizadas no teto, um conceito inédito para a época, de qualquer lugar você poderia ver o filme e, o que em minha opinião era a joia da coroa do cinema em SP, o COMODORO, então a  maior sala de cinema da cidade e projetava apenas copiões em Cinerama 70mm e com som surround comportando até 1400 pessoas, assistir um filme ali era uma experiência equivalente ao IMAX nos dia de hoje.

Nessas salas e em outras assisti filmes como Star Wars IV, Superman - O Filme, Alien - O oitavo passageiro, Caçadores da Arca Perdida e 2001 entre outros tantos.

Então, é com imenso pesar que li esta notícia aqui. Era uma das melhores salas de SP e ainda um dos espaços a passar filmes de arte ou independentes, confortável, preço mais do que acessível e localizada na Paulista, no conjunto nacional.

Lamentável que vá tenha encerrado suas atividades e, por algum tipo de coincidência estranha, com PARASITA, nada seria mais adequado, penso eu. Não sei se haverá algum movimento para tentar reverter esta situação, espero de coração que sim pois não precisamos de mais salas cinemark mas de salas como esta onde a arte pode respirar e resistir.

O que mais me entristece é saber que isso é uma tragédia anunciada vide o desmonte da cultura que esse governo abjeto promove, fascistas não gostam de cultura porque a cultura faz o povo pensar e povo que pensa não aceita muito bem um governo que deseja lhe ditar o que ler, ver, ouvir ou pensar.

13 de fev. de 2020

Lugar de mulher

Realmente estamos no fim dos tempos.

A onda conservadora se espalha com mais velocidade do que a epidemia da vez vide esta matéria absurda sobre #tradwives, um movimento de (pasmem) mulheres que defendem a submissão feminina ao marido e valores tradicionais totalmente alinhados com a extrema direita conservadora e supremacistas brancos e já tem braços na Inglaterra, Japão e até no Brasil mas teve sua origem nos EUA.

É curioso como a maioria esmagadora das mulheres que pertencem a esse movimento são brancas e de classe social alta ou média-alta, como atestam que essa é uma escolha consciente e que tem sim um viés feminista. Esse recorte diz muito sobre essas mulheres, algumas possuíam trabalhos e carreiras promissoras ou mesmo consolidadas e abriram mão de tudo isso para adotar um estilo de vida mais tradicional e que remete ao 'american way of life' do pós-guerra.

Estamos falando de mulheres pertencentes a classes sociais diretamente ligadas aos segmentos mais conservadores da sociedade e que, por algum motivo que me foge a compreensão, parecem não mais encontrar sentido da realização profissional ou pessoal preferindo adotar uma postura de coadjuvantes em suas vidas talvez quando confrontadas com as incertezas e inseguranças que o mundo moderno preconiza e que, se confrontados com os ideais e estilo de vida antigos encontrem algum tipo de segurança mórbida em serem novamente escravas do lar e servas do macho provedor como diz a reportagem ainda que ache uma redução meio perigosa do tema.

Veja bem, não questiono a escolha racional e sensata de quem opta por cuidar da casa e dos filhos, se isto é feito de comum acordo entre o casal e há um reconhecimento e respeito assim como uma divisão o mais igualitária quanto possível das tarefas e responsabilidades, quem sou eu para questionar tal decisão ainda que, nos dia de hoje, considere tal decisão equivocada vide o custo exorbitante de criar um filho e manter uma casa implicando que se há mais renda entrando, melhor para todos.

Acontece que esse tipo de escolha é feito apenas pelas mulheres e casais cujas condições sócio econômicas assim o permitem enquanto grande parte das mulheres acaba por fazê-lo por não ter outra opção ou por imposição do companheiro que não vê com bons olhos mulher que sai para trabalhar e 'abandona' a casa e os filhos.

A sociedade em que vivemos ainda é extremamente machista, mulheres ainda ganham salários menores, são mais discriminadas no ambiente de trabalho e sofrem com assédio diariamente, isso poderia explicar, como disse acima, esse tipo de movimento com base numa descrença feminina de que o movimento feminista possa efetivamente fazer algo para mudar esse quadro mas, ainda acho uma teoria pouco forte para explicar tudo isso. O movimento feminista segue lutando para diminuir essas desigualdades e violências contra a mulher mas talvez tenha perdido no caminho algum tipo de diálogo com as mulheres que, não se reconhecendo no movimento, acabaram por se associar com esse tipo de pensamento conservador que vai angariando mais adeptas cada dia que passa.

Há uma deturpação cruel na lógica dessas #tradwives que agradecem o feminismo por suas conquistas mas dizem que já foi o suficiente e que essa escolha 'consciente' é também em si um ato feminista como se grandes conquistas do movimento fossem apenas insignificantes. Penso que essas mulheres, como disse acima, perderam a voz ou diálogo dentro do movimento que não soube como trazê-las para dentro e, em assim sendo, esse feminismo passou a lhes parecer nocivo e bélico demais para representar uma parcela de pessoas que talvez não concordassem com tudo que o movimento prega.

Claro, todo movimento tem dissidências e pessoas que não concordam com muitas de suas ideias ou práticas, no pior dos casos há rachas dentro dos movimentos que geram outros movimentos mais alinhados com o pensar daquela parcela que não concordava com a maioria e pessoalmente, é como enxergo essas mulheres ainda que me pareça uma falta de sentido sem tamanho e um retrocesso sem igual, como é possível que em pleno século XXI tenhamos mulheres que preguem a submissão ao homem e coisas como atrair e reter um homem? A pior hipótese é que esse novo movimento seja apenas uma outra frente conservadora para combater os ideais feministas usando de forma massiva as redes sociais e propaganda como vem fazendo o que não me deixaria surpreso.

Mesmo essas minhas reflexões acima ainda são apenas hipóteses para explicar tal movimento. O que mais me surpreende são essas mulheres que realmente acreditam nisso e posam em suas redes sociais felizes e realizadas, talvez o sejam, quem pode dizer mas, não consigo visualizar como realização ter uma vida dedicada a cuidar do macho provedor, cuidar de suas crias e atuar como elenco de apoio ainda que, mulheres que fazem estas escolhas de forma consciente e com apoio de seus companheiros ou companheiras como disse antes, mereçam todo respeito e admiração pois é trabalho para destemidos e fortes de coração.

O X da questão talvez esteja na desigualdade social como comentei mais acima pois ela é que define o que é escolha ou não.

17 de jan. de 2020

Heil Jair!

Este é Joseph Goebbels, ministro de propaganda da Alemanha durante os anos do Nazismo.




Goebbels ajudou Hitler a consolidar seu poder e tornar o Nazismo um culto cego ao líder supremo usando a parafernalia do Estado para revisar a história, impor uma nova cultura voltada para o nacionalismo, ufanismo extremo, mitos de heróis teutônicos e da grandeza do povo alemão, tradição, família, povo, uma nação, uma só raça.

Revisou e mudou toda a cultura e aparato educacional para banir qualquer resquício de ideologia que fosse crítica do poderio nazista, a única fonte de informação eram os órgãos estatais, tudo passava por eles e tudo só era publicado ou divulgado com anuência destes.

Esta é parte de um discurso de Goebbels extraída de sua biografia escrita por Peter Longerich:

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada” 

Este é o Secretário da Cultura do Governo de Jair (Heil Hitler) Bolsonaro:



Quem controla a narrativa controla o poder.

Pense bem.

lembranças aleatórias não relacionadas com a infância

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